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Notícias

quinta-feira, 25 de julho de 2013

Em Guajará-Mirim, jacaré com mais de 5 metros está assustando ribeirinhos

Leile Ribeiro Do G1 RO

Um jacaré com mais de cinco metros tem assustado a população ribeirinha em Guajará-Mirim(RO). A Polícia Militar Ambiental acredita que animal é a fêmea de um jacaré Açu que atacou e matou uma criança em fevereiro de 2010. Na época, o animal da mesma espécie foi abatido por um funcionário público.

“Geralmente o jacaré aparece durante a noite. Há mais ou menos uns 60 dias ele tentou me atacar aqui no barranco de casa, mas eu consegui correr. A partir desse dia, evito sair durante a noite para pescar”, conta o ribeirinho Luís Braga, que mora as margens do igarapé do Segundo, próximo ao Rio Mamoré em Guajará-Mirim (RO). O jacaré Açu de pelo menos cinco metros está assustando os ribeirinhos e também os pescadores que costumam frequentar o local.

O pescador Guilherme Pinheiro confirma que já viu o animal no igarapé Palheta, que também deságua no Rio Mamoré. “Tem uns trinta dias que eu vi o jacaré aqui no Igarapé. Fico preocupado, muitas crianças tomam banho aqui, inclusive meus netos e os coleguinhas deles, é muito arriscado. Eu tenho é medo, a cabeça e a boca do bicho são bem grandonas. Engole um fácil, fácil”, afirma.

A preocupação do pescador Guilherme é a mesma do comandante do Batalhão da Polícia Militar de Guajará-Mirim, sargento Gilmar Nunes. Em fevereiro de 2010 uma menina de 11 anos foi atacada e morta por um jacaré Açu macho, com quase cinco metros de comprimento no mesmo igarapé. Segundo ele, o jacaré atacou a garota e os dois desapareceram, depois de quase oito horas, as equipes da polícia e do Corpo de Bombeiros encontraram o animal, que teve que ser abatido para o resgate do corpo da vítima. “Eu mesmo já vi esse jacaré rondando por aqui, acredito que seja a fêmea do jacaré que matou a criança. Ele está no habitat natural dele, mas queremos evitar uma fatalidade como a que aconteceu em 2010. Muitos pescadores e banhistas, inclusive crianças, frequentam esses igarapés e estão correndo um sério risco de serem atacados”, esclarece o comandante.

De acordo com o comandante, a região é propícia para o aparecimento desses animais, por conta da proximidade com o rio Mamoré e a presença de presas como pacas e capivaras que servem de alimento.

“Vamos intensificar a fiscalização nessa região para orientar os banhistas e evitar uma nova tragédia. Quem ver o animal deve entrar em contato com o Batalhão da Polícia Militar Ambiental e nunca tentar abater o jacaré, pois isso é crime ambiental e gera uma série de penalidades”, orienta.

fonte: Leile Ribeiro Do G1 RO Visualizar Impressão

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